Barra de navegação

Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

12 de mai. de 2011

Por trás das cameras...

Nest post, cenas de filmes clássicos de uma forma diferente!!
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Por trás das cenas...
Então era isso,
Post retirado do HAZNOS Blog show de bola!
Abraçs

16 de abr. de 2011

ERROS DE GRAVAÇÃO

Oi pessoal, hoje o post é sobre os erros de gravação de séries e filmes!


**Erros de Gravação**

Supernatural
 

F.R.I.E.N.D.S
The Big Bang Theory

Two and a Half Men

Star Trek XI

Uma Linda Mulher
  
Grey's Anatomy

SMALLVILLE

Lost 

Piratas do Caribe

Toy Story XD

22 de dez. de 2010

48 Erros da Série JOGOS MORTAIS


Apesar de assistir todos os filmes e achar muito bons, eles tem muitos erros de gravação e coisas pequenas, nada que influencia na história do filme e etc, todos filmes tem erros, mas vale perceber:
 
1. Na descrição do segundo crime do "Assassino", é relatado que a vítima "Mark" estava com um veneno de ação lenta em seu sangue, e que o antídoto se encontrava em um cofre, e a combinação estava escrita na parede. A sala era mal iluminada, portanto para ver a combinação a vítima teria que utilizar uma vela, mas o seu corpo estava coberto por uma substância altamente inflamável. O ERRO: A sala estava repleta de cacos de vidro, e o pobre rapaz estava de pés descalços, no entanto no decorrer da cena, que por sinal é muito rápida, ele aparece com um simpático par de sapatos.


2. Um outro erro muito absurdo foi no fim do filme quando o médico corta seu pé, ele se arrasta no chão e na cena se vê nitidamente que o pé supostamente cortado está embalado em uma sacola preta, para ficar da mesma cor de sua calca. Mas na verdade não se trata de uma sacola preta, e sim, a calça molhada de sangue, que ficou mais escura.

3. Quando o Dr.Gordon sai do carro e está falando com Tapp na janela, a manga de sua camisa muda completamente entre os cortes.

4. Aproximadamente ao 1:14:00h do filme, quando o Dr. Gordon está deixando o hotel, ele mexe no nariz, mas quando vemos a foto que foi tirada ele está cobrindo os olhos.

5. Quando Adam encontra a Polaroid da família de Gordon, suas mãos aparecem segurando a carteira de formas diferentes entre os cortes.

6. Quando o Dr Gordon começa a ver seu pé arrancado, o sangue que aparece no pescoço dele desaparece em algumas tomadas.

7. A mão de Alison Gordon segurando a arma muda a cada tomada feita.

8. Quando os dois detetives arrombam a toca de John, eles examinam o boneco debaixo de um pano vermelho. A cabeça do boneco muda de posição entre os cortes.

9. Quando o Dr. Gordon é fotografado por Adam no estacionamento, no momento em que o doutor leva a mão ao rosto, aparece a equipe de filmagem refletida no vidro do carro.


10. O erro acontece nos minutos finais, quando Adam desesperadamente tenta serrar a corrente que o mantém preso, prestem atenção, não é no começo do filme, pois há duas situações parecidas, e essa ocorre quase no final. Detalhe: Adam em um momento de fúria no início do filme, quebra a serra toda, portanto, não haveria como a mesma se encontrar inteirinha no final, como nos é apresentado, já que o doutor em momento algum lhe deu a sua serra!

11. No início do filme vemos Adam colocar sua mão numa privada cheia de excrementos, e obviamente ficando com a mão suja. Obviamente? Não parece, porque na tomada seguinte, e no resto de filme, sua mão está limpinha.

12. Seria realmente possível uma pessoa passar várias horas deitada imóvel (estando consciente)? Os dois dentro do quarto possivelmente devem ter ficado algum tempo olhando para o sujeito no chão, Será que não perceberiam algum sinal de respiração ou qualquer outro movimento? Um pouco estranho isso.

13. O Dr. Gordon é fotografado várias vezes por Adam, mesmo em lugares bem pequenos, como o corredor do hotel onde estava sua amante. Como uma pessoa se deixa fotografar com aqueles flashes super fortes, e não dá bola para o que está acontecendo, tendo ele percebido que tinha alo errado?

14. Se no começo do filme usam uma camisa para alcançar o gravador na mão do até então "defunto", por quê não fizeram o mesmo para alcançar o celular que estava tocando, ao invés de fazer o cúmulo do absurdo que foi amputar o pé?

15. O tiro que o Dr. Gordon dá em Adam é visivelmente no meio do peito. Logo depois ele sangra na altura do ombro, com o Dr. Gordon dizendo que foi proposital.

16. O assassino esteve deitado o tempo todo no meio do chão do banheiro. Na mão esquerda ele tinha uma arma e na direita um gravador. No final do filme ele levanta, e como fizera no meio do filme, dá um choque em Adam usando um dispositivo que, aparentemente, esteve em sua mão o tempo todo. Como ele deu choque nos dois, em ocasiões diferentes no meio do filme, sem que nenhum dos dois percebesse sequer um movimento desse suposto morto? Por que o Dr. Zepp nao poderia também dar o choque? ...e mesmo que fosse o homem deitado no chão, no momento em que ele dá o choque a luz está apagada, com isso nem Adam nem o Dr. Gordon poderia perceber um sequer movimento do homem ali deitado. Nota: Não era Zepp quem estava dando os choques, pois o mecanismo estava na mão do assassino deitado no chão. No final do filme ele dá outro choque em Adam nitidamente usando o controle para isso. (Falhinha)

17. No começo do filme vemos um homem morto no chão, e o sangue ao seu lado muda completamente entre as tomadas.


18. Na cena em que o policial Sing está perseguindo o assassino no beco, um pouco antes dele morrer, ele dá um tiro com uma espingarda calibre 12 nas costas do assassino. Momentos depois a morte do policial, o assassino se levanta, sem nenhum ferimento. Ok, podemos levar em consideração que ele forjou a morte para Sing cair na armadilha. O curioso é que, nós não vemos nenhum tipo de rasgo na blusa dele, mesmo porque um colete à prova de balas convencional não segura um tiro daquele calibre. Ou então, se ele errou o tiro, onde está a marca na parede, pois um tiro daquela arma não teria passado pelo assassino sem pelo menos pegar de raspão, levando em consideração o calibre da arma e a largura do corredor.

19. Adam pega o gravador e coloca sua fita para tocar, mas não tira nenhuma. É de se supor que a outra pessoa deva ter feito o mesmo, colocado a sua fita e escutado e depois se matado. Como nenhum dos dois desconfiou disto?

20. Adam coloca sua mão dentro do vaso sanitário em vez de abrir a tampa, o que seria mais correto e lógico. O que ele termina fazendo depois.

21. O médico pega a serra e começa a serrar o cadeado, um segundo depois ele está serrando a corrente.

22. O mascarado prende a moça e a criança e levanta seu revólver até a cabeça da mulher na tomada de frente, depois do corte para a tomada de costas a arma já está bem mais alta.

23. O policial negro em vez de atirar na perna do bandido para imobilizá-lo, fica jogando conversa fora. E isto acontece por várias vezes, demonstrando a total burrice e incompetência deste policial.

24. Os dois policiais vão numa averiguação e acontece um acidente. O impressionante é que nenhum dos dois tem algum rádio se quer para pedir reforços.

25. É praticamente impossível levar um choque vindo dos canos. Os canos de esgoto são de ferro e estão aterrados, ou seja, mesmo que colocássemos um cabo energizado há um palmo da perna de qualquer um dos dois, os mesmos não levariam choque, pois a corrente vai pelo caminho mais "curto" à terra, ou seja, pelo cano de ferro.


26. Quando Adam aparece sentado na beirada da banheira lendo a inscrição na foto, o cadáver no meio da sala muda de posição. Observe que a posição das pernas mudou, estava dobrada antes. Será que ninguém percebeu esta movimentação?

27. Adam acende um cigarro, e um segundo depois quando ele o leva até a boca já notamos cinza na ponta do cigarro, o que seria impossível, isto deveria ocorrer depois de algum tempo.

28. Quando o médico está no quarto conversando com sua amante, sua cabeça muda de posição entre os cortes.

29. Depois que o Dr. Gordom amputa o pé, ele joga a serra no chão que não está lambuzada de sangue, isto não é incrível?

30. O policial quando entra na casa, dispara vários tiros, não acerta nenhum e ainda apanha. Bem ridículo.

31. O policial deve estar sem munição, porque ele dá dois, três tiros, e já acaba sua munição. Observem que mesmo não sendo mais da polícia, qualquer ex-policial ainda tem sua arma, e munição é muito fácil conseguir, o que não justificaria o fato de estar perseguindo um bandido e só ter duas balas na arma.

32. O médico depois que corta o pé aparece com o rosto totalmente branco, porém o seu corpo não. Será que o efeito da perda de sangue acontece só no rosto?

33. Na parte final do filme, Adam revela ao Dr Gordon a existência de fotografias dentro do saco preto. Depois de ver algumas ele joga para o médico a que mostra o enfermeiro do hospital. Observem que quando a cópia está nas mãos de Adam ela está em perfeito estado e chega nas mãos do doutor, segundos depois está toda amassada.

34. Se o sangue espalhado pelo chão é uma substância envenenada, deveria contaminar o assassino que estava lá o tempo todo, fingindo-se de morto, deitado sobre o sangue. Mas será que o sangue estava mesmo envenenado? Ele pode ter falado isso só por falar.


35. Quando o Dr. Gordon tenta alcançar o celular, ele usa uma caixinha. Quando não consegue, ele joga para a sua esquerda, e após alguns instantes ela aparece no mesmo lugar onde estava antes dele pegá-la. Depois de alguns segundos a caixainha aparece já ao lado esquerdo do Doutor.

36. O morto supostamente teria atirado em sua cabeça depois de ouvir uma fita que dizia que ele estava contaminado. Como não estranhar o fato de não ter nenhuma fita dentro do gravador e pior, nenhuma cápsula deflagrada no tambor do revolver?

37. Se o enfermeiro Zep estava apenas participando do jogo como mais uma vítima, qual seria a razão para ele ter acesso ao vídeo do cativeiro, saber o local do cativeiro, dizer para a Sra. Gordon que Lawrence não deveria confiar em Adam, etc. O enfermeiro obviamente era cúmplice do assassino.

38. O filme não esclarece a questão das peças de quebra-cabeças. Qual era o objetivo ou quantas já haviam sido "coletadas".

39. Quando os dois policiais, Tapp e Sing encontram o local onde o John (Jigsaw) trabalha, e lá tem um velho que está prestes a morrer com duas furadeiras na cabeça, note que quando os policiais ficam a espreita, e John vem finalizar o jogo com o Velho, John tira o lençol vermelho que cobre o velho, e um pedaço do lençol fica preso numa das furadeiras, perceba que na outra tomada o lençol já não está mais, e em outra tomada o velho não está com lençol nenhum no corpo, e na tomada seguinte o lençol reaparece!

40. Tudo bem que o Doutor Gordon tenha tirado o cigarro do bolso, coisa que eu não vi ele fazer, mas em momento algum do filme foi mencionado que ele fumava, nem teve nenhuma cena em que ele acendesse um cigarro, dado a situação em que se encontravam ele iria fumar cedo ou tarde.

41. O erro acontece quando o Dr. Gordon tenta alcançar o celular que está tocando e ele utiliza a caixa vermelha. Ao perceber que não irá alcançar ele arremessa a caixa para trás, do lado esquerdo do seu corpo (próximo à porta da sala). Porém, na próxima tomada a caixa está do lado direito do corpo e logo após aparece novamente do lado esquerdo.

42. Aos vinte minutos do filme o Dr. Lawrence Gordon está explicando que o paciente tem um tumor inoperável no lóbulo frontal que se estendeu pela linha mediana que da início ao câncer. Logo Zep aparece e diz que o nome dele é John. Se você tiver assistido o Jogos Mortais 2 reparamos que o John é o Jigsaw, o assassino. Então como ele pode ter observado aquele crime em que o sujeito se incendiou tentando descobrir o tal código, sendo que ele estava internado? Logo se você tiver assistido o Jogos Mortais 2 podemos até levantar uma hipótese de que foi Amanda que estava observando, mas ela não estava tão traumatizada quando os policiais pediram para que ela dissesse o que ocorreu? Ou será que foi só fingimento? Podemos também pensar que foi Zep que estava observando, mas que utilidade teria isso para o John, Jigsaw?

43. No filme, os dois estão dentro do banheiro apagam as luzes, supondo que o assassino não os escutariam e tramam contra o assassino para enganá-lo com o cigarro. Enquanto eles conversam, a pessoa que está assistindo não escuta a conversa deles, mas no final do filme quando o doutor descobre quem é a pessoa e grita o nome dele (Zap!), surpresa, o assassino escuta do outro lado e fica desesperado!


44. Perto do final do filme há uma perseguição de carros entre o Zep e o Tapp. Reparando bem, o carro dirigido por um deles, numa tomada é de um modelo, e na outra tomada o carro é de outro modelo (ao ver a cena, vejam em câmera lenta e reparem na luz de seta logo abaixo do farol).

45. Aparece no filme a foto da esposa e filha do Dr. Gordon com a frase "Regards". Mas, afinal, quem colocou a foto ali? Não foi o Dr. Gordon, claro, nem o Adam. O Zep não poderia, pois estava em casa com as duas seqüestradas, e o Dr. Gordon foi seqüestrado no estacionamento. O assassino também não foi porque estava deitado no banheiro, provavelmente antes do Zep seqüestrar a esposa e filha do Dr. Gordon. Então quem foi?

46. Se o assassino é o paciente que está na cama do hospital, como ele conseguiu sair do hospital sem ninguém perceber?

47. Na cena em que os dois policiais encontram o esconderijo do assassino, após darem a voz de prisão, o mecanismo com duas furadeiras é acionado. O rapazl tenta de todas as formas parar as furadeiras, deixando para atirar em ambas após o policial negro ter desviado a sua atenção do assassino, e após ambas estarem mais próximas da cabeça da vítima. Se ele tivesse dado logo os tiros, o risco para a vítima teria sido menor e o assassino continuaria rendido.

48. Quando o DR. Gordon termina de decepar a perna, ele rasteja em direção a arma para atirar em Adan, mas quando ele decepa a perna seu rosto está com muito sangue, porém quando ele está se arrastando seu rosto aparece apenas pálido e nenhum sangue é visto.
FONTES: FALHA NOSSA

19 de dez. de 2010

Como explicar...

masturbacao Como explicar a masturbação ao seu filho

Quem é pai, e tem o seu muleke na idade das descobertas, já deve ter passado por perguntas “complicadas” de se responder. Esse vídeo mostra um pai tentando explicar como funciona a masturbação




UHULL

25 de set. de 2010

A dura verdade dos bastidores dos Simpsons


Personagens invertidos, dubladores em greve, trapaças empresariais, roteiros escritos por cientistas. Prepare-se para conhecer os segredos da família mais politicamente incorreta da TV.

A fita finalmente chegou. E uma pequena multidão de 50 roteiristas, editores, desenhistas, diretores, executivos e até faxineiros se espremeu numa salinha para ver o resultado de 6 meses de trabalho. Era um programa meio estranho. Embora se destinasse a adultos, ele era um desenho animado. Contava a história de uma família disfuncional e estava cheio de humor ácido e politicamente incorreto. Nada a ver com as séries bobinhas que na época (1989) faziam sucesso na TV americana, como Três É Demais, Cheers e Cosby Show. Uma aposta muito ousada, grande cartada da Fox - emissora que acabara de estrear. Alguém colocou a fita no videocassete e apertou o play. "Houve um silêncio mortal. O programa tinha ficado um lixo", conta o editor Brian Roberts. Tudo porque o dono da emissora, o empresário Rupert Murdoch (que era dono de tabloides sensacionalistas e estava começando a se aventurar no mundo na TV), quis fazer economia: para gastar menos, mandou a animação ser feita na Coreia do Sul. "Várias cenas vieram faltando, as cores erradas, os ângulos errados, uma tragédia", lembra o desenhista Gabor Csupo. As piadas também não agradaram. Depois dos primeiros 5 minutos, ninguém mais riu, e as pessoas começaram a sair da sala. O cartunista Matt Groening, criador da série, saiu da reunião arrasado e ficou uma semana sem conseguir dormir. Tudo indicava que Os Simpsons iriam acabar antes mesmo de começar.

Não foi assim. A série se tornou a mais bem-sucedida de todos os tempos, com 464 episódios traduzidos para 45 idiomas em 90 países. Os Simpsons são um dos principais, se não o principal, ícone da cultura pop das últimas décadas. Mas só agora, depois de 21 temporadas, seus bastidores começaram a ser desvendados. No livro Simpsons: An Uncensored, Unauthorized Story (sem versão em português), do canadense John Ortved, os criadores da série abrem o jogo pela primeira vez - e revelam uma história cheia de intrigas, conflitos e curiosidades. Entre elas: dois personagens tiveram as vozes invertidas, os roteiros são escritos por cientistas e Matt Groening não é o verdadeiro responsável pelo sucesso.

Filho de uma professora e de um publicitário, Matt Groening teve uma educação meio hippie: se formou numa faculdade que não tinha provas, trabalhos, notas nem aulas obrigatórias. Aos 23 anos de idade, foi para Los Angeles com a ambição de ser escritor. Não conseguiu, odiou a cidade e extravasou criando uma tirinha em quadrinhos chamada Life in Hell ("Vida no Inferno") - cujos personagens eram um casal gay e o coelhinho Binky, que tinha um filhote bastardo e com uma só orelha chamado Bongo. Mais ácido, impossível. A tirinha começou a ser publicada por revistas alternativas até que um de seus episódios, intitulado Sucesso e Fracasso em Hollywood, foi parar nas mãos do produtor James Brooks. Ele era o completo oposto de Groening: extremamente bem-sucedido, tinha acabado de vencer um Emmy (o Oscar da TV americana) e ganhou essa tirinha emoldurada de presente de uma amiga. Brooks adorou e quis transformar Life in Hell em desenhos animados de um minuto.

Por incrível que pareça, Matt Groening recusou o negócio. Ele estava ganhando algum dinheiro vendendo canecas e camisetas com os personagens da tirinha e não queria transferir os direitos comerciais para a Fox. Mas Groening não dava muita bola para sua outra criação: Os Simpsons, que ofereceu à emissora como uma espécie de prêmio de consolação. Ele desenhou os personagens num guardanapo e anotou seus nomes, que são os mesmos da sua própria família - Homer, Marge, Lisa e Maggie são os nomes do pai, da mãe e das duas irmãs de Groening na vida real (o nome Bart é inventado).

A ideia da emissora era colocar os Simpsons dentro de seu programa de humor, o The Tracey Ullman Show. E, para economizar, a emissora não contratou dubladores. As vozes dos personagens seriam feitas pelos próprios atores do programa principal: Dan Castellaneta, como Homer, e Julie Kavner, como Marge. A atriz Yeardley Smith, que iria fazer a voz de Bart, não agradou. Ela afinou um pouco a voz e acabou pegando o papel de Lisa. E vice-versa: Nancy Cartwright, que iria dublar Lisa, ficou com Bart. Tudo porque, quando viu o desenho e a descrição do personagem, ela soltou um elogio com sua voz esganiçada: "Whoa, man, yeah!" ("uau, cara", que viria a se tornar a principal expressão de Bart).

O SEGUNDO AUTOR

O primeiro clipe dos Simpsons ficou péssimo. Mas, depois de ser refeito várias vezes, acabou dando certo e indo ao ar. E o livro conta que isso, segundo as pessoas que trabalharam nele, foi mérito de uma pessoa: o roteirista Sam Simon. Matt Groening levava a fama, mas Simon era o responsável pela criação, pela animação, pela produção e pela pós-produção dos Simpsons. Ele redesenhou praticamente todos os personagens e deu a eles suas características atuais. O palhaço Krusty, por exemplo, tinha sido inspirado em Rusty Nails - um palhaço idoso e bonzinho que Groening havia visto na TV quando era criança. Foi Sam Simon que o transformou numa figura depravada (e hilária), que fuma como uma chaminé e se aproveita de crianças. Simon é considerado o verdadeiro responsável pelo sucesso dos Simpsons - inclusive quando a série deixou o Tracey Ullman Show e ganhou vida própria.

"Matt Groening era o rei do marketing. Ele ficava sentado em sua sala assinando pôsteres e criando novas maneiras de fazer merchandising, enquanto Sam e os roteiristas produziam episódios brilhantes", acusa o editor Brian Roberts. Com o tempo, Groening começou a ser ignorado pela própria equipe. "Às vezes, ele entrava na sala com as ideias mais estúpidas. Por exemplo: estávamos escrevendo um episódio no qual finalmente Marge desprendia o cabelo. Matt queria que ela tivesse orelhas de coelho, o que seria ridículo", conta a roteirista Daria Paris. Groening e Simon passaram a brigar cada vez mais. Até que, na 4ª temporada, Simon deixou a série. Mas até hoje, mais de 15 anos depois, ele recebe da Fox. O valor é estimado em US$ 30 milhões anuais e vem de um contrato que dá a Simon participação vitalícia nos lucros dos Simpsons (que ele convenceu a emissora a assinar quando trabalhava na série).

No fim de sua 1ª temporada, em 1990, Os Simpsons colocaram a Fox no mapa: o programa foi o único da emissora a figurar entre os 10 mais vistos da TV americana. Então Rupert Murdoch tomou uma decisão: enfrentar o Cosby Show, que era estrelado pelo comediante Bill Cosby na emissora NBC, e havia vários anos o programa mais assistido dos EUA. Os Simpsons começou a ser exibido no mesmo horário de Cosby - que perdeu espaço e saiu do ar alguns meses depois. A partir daí, o sucesso começou a atingir proporções inimagináveis: era vendido 1 milhão de camisetas por dia com a estampa de Bart Simpson. Com o sucesso, a equipe de roteiristas cresceu e chegou a 16 pessoas, o que se mantém até hoje. Mas eles não vieram de Hollywood, da cena de humor ou dos bares de stand-up comedy. A maioria foi recrutada numa das melhores universidades do mundo: Harvard, onde os estudantes produziam um jornalzinho satírico chamado Harvard Lampoon. "Entre a 2ª e a 8ª temporada da série, pelos menos 80% dos nossos roteiristas eram gente vinda de Harvard", conta o produtor Bill Oakley. Foi uma grande inovação no jeito de fazer TV. E foi o que deu aos Simpsons suas piadas sofisticadas - cheias de referências a questões culturais, sociais e políticas.

"Hoje em dia, nas melhores escolas de escritores, os jovens não querem escrever literatura. Eles querem escrever para a televisão. E o prêmio maior é conseguir escrever para Os Simpsons", diz o jornalista e escritor Tom Wolfe. Mas a equipe de roteiristas também incluía pessoas sem formação em literatura, como físicos e advogados - o único requisito para ser contratado pelo desenho era ser engraçado e saber escrever piadas. E a tradição continua até hoje: o roteirista Matt Warburton tem um diploma de neurociência cognitiva pela Universidade Harvard, mesma instituição onde o diretor Al Jean se formou matemático, e o redator Bill Odenkirk é doutor em química pela Universidade de Chicago.

Se o sucesso intelectual dos Simpsons é fruto da inteligência criativa reunida na sala dos roteiristas, o sucesso comercial é mérito do produtor James Brooks. Mas, segundo o livro, ele nem sempre agiu de forma totalmente honesta. Passou a perna no também produtor Jerry Benson, que era seu amigo íntimo e parceiro desde os anos 60. Benson participou da criação do desenho e supostamente teria direito, por contrato, a ficar com uma parte dos lucros dos Simpsons. Mas nunca levou nada, e teve de entrar na Justiça para brigar por seus direitos. Acabou aceitando um acordo de US$ 100 mil - valor irrisório por uma participação que valia milhões de dólares. Os dois nunca mais se falaram, e Benson morreu em 2006.

A BRIGA NA FAMÍLIA

Nas duas primeiras temporadas, os atores que fazem as principais vozes (Bart, Lisa, Homer e Marge) recebiam US$ 3 mil por episódio cada um. Com o passar dos anos, esse valor foi aumentando até chegar, em 1999, a US$ 25 mil por episódio. Era bastante, mas era nada perto do que ganhavam os astros da série Seinfeld, por exemplo (US$ 600 mil por episódio cada um). Isso causou revolta entre os dubladores, que entraram em greve. Eles achavam que suas vozes eram essenciais para os personagens. Rupert Murdoch não concordava, e ameaçou demitir todo mundo. Os contratos acabaram sendo renegociados - hoje cada voz dos Simpsons recebe US$ 300 mil por episódio -, mas a Fox fez uma malandragem: com uma manobra jurídica, conseguiu que o aumento só começasse a ser pago 5 anos depois. 

Mais uma greve, e mais um surto de ódio entre os atores e a emissora. O dublador Harry Shearer, que faz as vozes de vários personagens (como Mr. Burns, Smithers, Flanders, Diretor Skinner e Reverendo Lovejoy), começou a andar pelos estúdios da emissora vestindo uma camiseta na qual estava escrito: "Você vai receber em 2005". A crise foi resolvida, mas deixou marcas profundas. No 13º episódio da 10ª temporada da série, Homer faz um ataque velado à Fox: diz que as emissoras gostam de desenhos animados porque podem pagar uma mixaria aos dubladores. E Ned Flanders completa: "E podem trocá-los sem que ninguém perceba a diferença". Apesar dos conflitos, das polêmicas e das brigas por dinheiro, os Simpsons conquistaram um legado indiscutível: US$ 3 bilhões em receita (somente o filme rendeu US$ 526 milhões) e fãs incondicionais em todo o mundo. Mas o verdadeiro motivo disso não é o que se imagina. O produtor Jay Kogen explica: "Nós pensávamos que estávamos escrevendo programas inteligentes e especiais, cheios de boas piadas. Foi aí que vimos um estudo feito pela Fox. Ele mostrava que os principais motivos pelos quais as pessoas gostavam dos Simpsons eram as cores bonitas, e quando Homer batia com a cabeça". Doh!

Nos indicamos...

Related Posts with Thumbnails

Tabela do Brasileirão

Carregando tabela de Central Brasileirão...
Tabela gerada por Central Brasileirão